Hoje, escolho a mim mesma, a paz de não aceitar, a leveza de não explicar. Digo "não" — com firmeza e com flor nas mãos. Não ao que aprisiona, ao que pesa, ao que tenta estagnar meu passo, ao que trai minha rota. Me liberto. De mim, do que me trava, das frustrações que não me pertencem, das distrações que não me elevam. Apenas me liberto — abraço a vida com olhos abertos, como quem entende que o que vier, vem por merecer. Sem medo.
Um diário em forma de poema torto. Lucidez demais para um mundo que gosta do avesso. Reflexões, crônicas e surtos leves — porque viver é uma arte meio sem nexo.