Cansada, deitei sem querer pensar.
O mundo em pausa, os olhos fechados,
mas o coração ainda acordado.
Lá do fundo, sem sonho nem imagem,
veio uma música —
não cantada com letras,
mas com lembrança.
“Guerreiros são meninos no fundo do peito…”
disse o meu espírito
como quem toca um sino para me chamar de volta.
Era o meu próprio cérebro,
sabendo o que fazer,
costurando leitura com melodia,
Dom Quixote com Fagner,
tristeza com descanso.
Não chore, eu disse a mim.
Você já venceu isso.
É só uma história.
Mas que força tem uma história,
quando ela encontra a sua.
E que poder tem uma música,
quando ela vem de dentro.
Hoje, eu entendi:
meu coração fala por livros e canta por lembranças.
E minha alma sabe exatamente onde me encontrar.
No meio de uma tarde quieta.
No meio de mim.
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