Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam? JÓ 38
Era só mais um dia comum de luta desigual: eu, contra a matemática. A questão era a mesma de sempre, errada mais uma vez, como se debochasse da minha inteligência. O número não fechava, o raciocínio se esfarelava, e meus olhos já ameaçavam umedecer. Foi quando a porta se abriu com aquele silêncio autoritário que só mãe sabe fazer. Nem batida, nem aviso — só a aparição. — “Não chora pro diabo, tem que chorar pra Deus.” Fiquei paralisada. A lágrima que estava prestes a descer recuou. A equação sumiu da mente. O universo inteiro ficou suspenso entre o "hã?" e o "que foi isso?" Pensei: nem te chamei aqui, mulher… Mas a fala já tinha caído sobre mim feito profecia. E antes que o constrangimento virasse blasfêmia, pedi perdão. Vai que Deus tá mesmo de olho e minha mãe é só o canal... A vida seguiu. Eu continuei tentando resolver a bendita questão. Ela, minutos depois, veio oferecer um café como se nada tivesse acontecido. E hoje? Hoje ela jura que nun...
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