Pular para o conteúdo principal

De que valem os títulos?



Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. João 13: 1-14.

Lavar pés era função de escravos ou de pessoas muito humildes, normalmente muito pobres ou marginalizadas pela sociedade. Para Pedro, Jesus não se enquadrava nessa função, pois era visto como Senhor e Mestre. Eles é que deveriam lavar os pés Dele. O ensino do Mestre Jesus Cristo põe no chão os conceitos daquela cultura e daqueles homens. Jesus quebra todos os paradigmas existentes até ali. Após o profundo exemplo, após ter lavado até os pés do explosivo e resistente Pedro, Jesus com uma frase finaliza o seu profundo e poderoso ensino.

Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.” (Jo 13. 13-14).

Um ensino desafiador que nos manda abrir mãos de quaisquer posições e títulos, e até de hierarquias em nome do amor pelas pessoas. O amor e o serviço são maiores que os títulos e, por isso, devem estar acima deles. Como esse pensamento, conseguimos olhar para o próximo, não de cima para baixo, numa atitude de superioridade, mas de igual para igual, numa atitude de amor e de serviço.

Você está disposto a descer de suas posições para lavar os pés das pessoas?


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Carta à minha existência

Carta à minha existência Preciso de ar. De espaço onde minha alma não bata nos móveis da pressa. Preciso do campo aberto, mesmo que seja imaginado. Da liberdade de não precisar provar nada a ninguém. Preciso de silêncio — mas não o silêncio do medo, e sim o da paz que nasce quando o coração está inteiro. Quero meus pés tocando o chão sem exigência de destino, meu corpo leve, livre de urgências. Quero o essencial. A leveza de existir por existir. Não preciso brilhar para ninguém. Só preciso viver em paz comigo mesma. Isso me basta. E nisso, sou completa. — Ana & Verso (à maneira de Virginia Woolf)

Elegia à Eponine

por tudo o que ela foi, mesmo quando o mundo disse que não poderia ser. Não nasceu para ser lida — e ainda assim, leu o mundo com uma sensibilidade que ninguém lhe ensinou. Não nasceu para ser amada — e ainda assim, amou com uma pureza que a literatura raramente ousa retratar. Éponine: filha da rua, irmã da fome, sombra de uma família sem alma. Te deram o nome, mas não o colo. Te deram a dor, mas não a palavra. E mesmo assim, você escreveu. Torta, frágil, insegura — mas escreveu. E naquele gesto, mais do que letras, você deixou um rastro de luz. Você poderia ter se tornado o que te cercava. Poderia ter sido amarga como a tua mãe, brutal como o teu pai, cínica como a miséria. Mas você escolheu, sem saber que escolhia, um caminho inverso: o da bondade silenciosa. O da entrega sem plateia. O do amor sem retorno. Morreste com o corpo ferido, mas com a alma inteira. Protegendo quem nem sabia do amor que o envolvia. Oferecendo o que te negaram. Dando o que dese...

Jesus é o Caminho, andai por Ele! (Pascoa)

O novo e vivo caminho está aberto... Pelo sangue do cordeiro que foi morto Podemos nos achegar a presença de Deus É Cristo quem nos justifica. Que venha o Rei da glória! Pr. Antonio Cirilo