Era só mais um dia comum de luta desigual: eu, contra a matemática. A questão era a mesma de sempre, errada mais uma vez, como se debochasse da minha inteligência. O número não fechava, o raciocínio se esfarelava, e meus olhos já ameaçavam umedecer. Foi quando a porta se abriu com aquele silêncio autoritário que só mãe sabe fazer. Nem batida, nem aviso — só a aparição. — “Não chora pro diabo, tem que chorar pra Deus.” Fiquei paralisada. A lágrima que estava prestes a descer recuou. A equação sumiu da mente. O universo inteiro ficou suspenso entre o "hã?" e o "que foi isso?" Pensei: nem te chamei aqui, mulher… Mas a fala já tinha caído sobre mim feito profecia. E antes que o constrangimento virasse blasfêmia, pedi perdão. Vai que Deus tá mesmo de olho e minha mãe é só o canal... A vida seguiu. Eu continuei tentando resolver a bendita questão. Ela, minutos depois, veio oferecer um café como se nada tivesse acontecido. E hoje? Hoje ela jura que nun...
Um diário em forma de poema torto. Lucidez demais para um mundo que gosta do avesso. Reflexões, crônicas e surtos leves — porque viver é uma arte meio sem nexo.



Que Lindo seu Cantinho...Amei e stou te seguindo
ResponderExcluirBjos
Completamente AFETUOSO!
ResponderExcluirUm beijo
Amar e amar somente.
ResponderExcluirUm beijo
Val,
ResponderExcluirLinda mensagem!
Um beijo!
Tem selinho pra vc no meu Blog (:
ResponderExcluirBeijoos!!
http://pathyoliver.blogspot.com/2011/08/600-seguidores.html